Padrão da Raça


CONFEDERAÇÃO  BRASILEIRA  DE  CINOFILIA
Fédération Cynologique Internationale
GRUPO 3
Padrão  FCI  11
23/12/2011
Padrão Oficial da Raça
BULL TERRIER

NOMENCLATURA CINÓFILA UTILIZADA NESTE PADRÃO

1-  Trufa                     13-  Perna                   25-  Braço

2-  Focinho                14-  Jarrete                26-  Ponta do esterno
3-  Stop                       15-  Metatarso           27-  Ponta do ombro
4-  Crânio                   16-  Patas
5-  Occipital               17   Joelho
6-  Cernelha               18-  Linha inferior
7-  Dorso                     19-  Cotovelo                 a – profundidade
8-  Lombo                   20-  Linha do solo
9-  Garupa                  21-  Metacarpo             b – altura do cotovelo
10- Raiz da cauda     22-  Carpo
11- Ísquio                   23-  Antebraço               a +b = *       
12- Coxa                     24-  Nível do esterno    

     * altura do cão na cernelha                      

RESUMO HISTÓRICO:
Foi um certo James Hinks quem primeiro padronizou o tipo da raça nos idos de 1850, selecionando a cabeça em forma de ovo. A raça foi mostrada pela primeira vez, em sua forma atual, em Birmingham em 1862. O Bull Terrier Club foi formado em 1887. Uma coisa verdadeiramente interessante sobre a raça é que o padrão diz deliberadamente: “não há limites de peso nem de altura, mas o cão deve dar a impressão de máxima substância para seu tamanho, condizente com suas qualidades e o sexo. O cão deve ser, a todo o momento, equilibrado”.
Menores exemplares do Bull Terrier eram conhecidos desde o princípio do século 19, mas perderam a popularidade antes da Primeira Guerra Mundial e foram removidos dos registros do Kennel Club da raça em 1918. Em 1938, uma recuperação da raça foi encabeçada pelo Coronel Richard Glyn e um grupo de amigos entusiastas que fundaram o “Miniature Bull Terrier Club”. O padrão é o mesmo do Bull Terrier, com exceção do limite de altura.

APARÊNCIA GERAL: de construção forte, musculoso, bem balanceado e ativo com uma expressão viva, determinada e inteligente. Uma característica singular é sua cana nasal descendente e a cabeça em forma de ovo. Independente do tamanho, os machos devem parecer masculinos e as fêmeas femininas.

COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO: corajoso, cheio de energia e com atitude amável e divertida. De temperamento equilibrado e fácil de ser disciplinado. Embora obstinado, é particularmente amigável com as pessoas.

CABEÇA: longa, forte e profunda até o final do focinho, jamais grosseira. Vista de frente, tem a forma de ovo e é completamente cheia; sua superfície é livre de cavidades ou recortes. O perfil se curva suavemente para baixo, do topo do crânio até a ponta da trufa.

REGIÃO CRANIANA
Crânio: o topo do crânio é quase plano de orelha a orelha.

REGIÃO FACIAL
Trufa: deve ser preta. Bem inclinada para baixo na ponta. Narinas bem desenvolvidas.

Lábios: bem ajustados e limpos.

Maxilares / Dentes: mandíbula profunda e forte. Dentes bem ajustados, saudáveis, fortes, de bom tamanho, regulares (intervalos entre si) e com uma perfeita, regular e completa mordedura em tesoura, isto é, os incisivos superiores recobrem os incisivos inferiores e são inseridos ortogonalmente aos maxilares.

Olhos: de aparência estreita e triangulares, obliquamente colocados; pretos ou marrons nos tons mais escuros possíveis, de maneira a parecer quase preto e com uma expressão penetrante. A distância dos olhos até a ponta da trufa deve ser perceptivelmente maior que a dos olhos ao topo do crânio. Olhos azuis ou parcialmente azuis são indesejáveis.

Orelhas: pequenas, finas e colocadas próximas. O cão deve ser capaz de mantê-las rigidamente eretas quando direcionadas para cima.

PESCOÇO: muito musculoso, longo, arqueado, afinando dos ombros à cabeça e livre de pele solta.

TRONCO: bem arredondado, com nítido arqueamento das costelas e grande profundidade da cernelha ao esterno, de maneira que este fique mais próximo do solo.

Dorso: curto, forte, com a linha superior atrás do nível da cernelha, arqueando ligeiramente sobre o lombo.

Lombo: largo e bem musculoso.

Peito: largo, quando visto de frente.

Linha inferior e ventre: da ponta do esterno ao ventre, forma uma graciosa curva para cima.

CAUDA: curta, inserida baixa e portada horizontalmente. Grossa na raiz, afinando para a ponta.

MEMBROS
Anteriores
Aparência geral: o cão deve ficar solidamente posicionado sobre os membros, que devem ser perfeitamente paralelos. Em cães adultos, o comprimento dos anteriores deve ser aproximadamente igual à profundidade do peito.

Ombros: fortes e musculosos, sem serem carregados. Escápulas largas, planas e colocadas bem próximas da caixa torácica. Devem apresentar, debaixo para cima, uma nítida inclinação em seus bordos anteriores, formando um ângulo quase reto com o braço.

Cotovelos: mantidos retos e fortes.

Antebraços: devem ter uma forte ossatura redonda, com ossos de qualidade.

Metacarpos: retos.

Patas: redondas e compactas, com dedos bem arqueados.

Posteriores
Aparência geral: membros paralelos, quando vistos por trás.

Coxas: musculosas.

Joelhos: articulação bem angulada.

Pernas: bem desenvolvidas.

Jarretes: bem angulados.

Metatarsos: ossos curtos e fortes.

Patas: redondas e compactas, com dedos bem arqueados.

MOVIMENTAÇÃO: quando em movimento, mostra-se bem consolidado, cobrindo o solo suavemente com passos livres, fluentes e com um típico ar garboso. No trote, movimento paralelo, na frente e atrás, só convergindo para a linha central quando a velocidade aumenta. Os anteriores apresentam um bom alcance e os posteriores movem-se suavemente nas ancas, alcançando grande impulso com a flexão dos joelhos e jarretes.

PELE: bem aderente.

PELAGEM
Pelo: curto, plano, denso, áspero ao toque e brilhante. O subpelo macio pode estar presente no inverno.

COR: nos brancos, pura pelagem branca. A pigmentação da pele ou marcações na cabeça não devem ser penalizadas. Nos coloridos, a cor predomina sobre o branco. Se houver igualdade em todas as demais características, o tigrado é preferido. Preto tigrado, vermelho, fulvo e tricolor são aceitáveis. Pequenas marcas na pelagem branca são indesejáveis. Azul e fígado são altamente indesejáveis.

TAMANHO / PESO: não há limites de peso nem de altura, mas o cão deve dar a impressão de máxima substância para seu tamanho, condizente com as suas qualidades e o sexo.

FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade e seus efeitos na saúde e bem estar do cão.

FALTAS DESQUALIFICANTES
• cães agressivos ou extremamente tímidos.
• todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento deve ser desqualificado.

NOTA:
• os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem descidos e acomodados na bolsa escrotal.